quarta-feira, 20 de junho de 2012

Pedras mais raras e exclusivas do mundo

Já ouviu falar em Painitie, Poudrette, Serendibite só para mencionar algumas? Pois bem são pedras preciosas raríssimas (uma das quais só tem um exemplar na face da Terra e está no Museu Smithsonian (Washington, D.C. - EUA) e algumas encontram-se em extinção. Vamos relacionar para você a história de cada pedra sem uma ordem em particular. Vou excluir as que não apresentam dureza suficiente para serem usadas, as que só foram encontradas por acaso e as sem real interesse. O preço de algumas são bem acessíveis, simplesmente por serem desconhecidas do grande público e gerarem pouquíssima demanda. Vamos lá !!! 

PAINITE



Até há alguns anos a PAINITE estava no Guiness Book of World Records como a mais rara gema mineral. Até 2005 só se conheciam 18 pedras, todas numeradas. A número cinco foi lapidada em formato oval pesando 2,54 quilates. O quilate chega a um preço inacreditável, embora uma pedra ótima tenha sido anunciada em revista especializada por apenas US$ 2,000 o quilate. De coloração de rosa a vermelho e marrom, do tipo pleochróico (apresenta vários matizes dependendo do ângulo que é observada) e uma fluorecência de um bonito verde sob ondas curtas UV (ultra violeta). Originária de Mokok e Kachin State em Myanmar (antiga Birmânia) a PAINITE foi nomeada em homenagem ao seu descobridor, o gemólogo inglês Arthur Charles Davy Pain. 


SERENDIBITE


Essa pedra, achada no Sri Lanka (ex-Ceilão), tem uma coloração azul cian e apresenta uma composição bem complexa: cálcio, magnésio, aluminio, silicone e oxígênio. Até o momento existem somente três espécimes lapidadas: de 0,35 quilates; 0,55 quilates e 0,56 quilates respectivamente. As duas primeiras foram descobertas pelo especialista em pedras raras D.P. Gunasekera e adquiridas pelo professor suiço E.J. Gübelin. A maior das três foi vendida por US$ 14,300,00 dolares . O nome dessa linda e raríssima gema – SERENDIBITE - vem do termo árabe arcaico para Sri Lanka – Serendib – numa referência ao lendário Sinbad, o marujo. 


POUDRETTEITE


Descoberta recentemente, no ano 2000, esta pedra raríssima, facetada, com três quilates foi descoberta em Magok, Myanmar (ex-Birmânia) e foi denominada POUDRETTEITE. Em dezembro de 2004 nove gemas semelhantes e de alta qualidade foram encontradas naquele local, inclusive uma em especial: com coloração rosa claro e que após lapidada pesou 9,41 quilates. Elas não têm a dureza suficiente para serem transformadas em anéis (arranham com facilidade) mas são perfeitas para brincos, pins ou pingente se usadas com cuidado. Previamente, no ano de 1987 do século XX, essa pedra era reconhecida apenas como um mineral raro formado por finíssimos cristais incolores. O nome foi dado em homenagem à família Poudrette que operava a pedreira fonte em 1987 em Mont Saint-Hilaire, Quebec , no Canadá. 


GRANDIDIERITE



Igualmente rara a GRANDIDIERITE é uma pedra tricolor emitindo coloração azul, verde e branca sob a luz. Foi denominada em honra do explorador francês e Alfred Grandidier. Primeiramente foi encontrada em Madagascar. A única dessas pedras encontradas no Sri Lanka foi erroneamente confundida com uma serendibite. 


JEREMEJEVITE



Incolor, azul celeste ou amarelo pálido são as colorações da pedra JEREMEJEVITE. As de mais alta qualidade procedem da Namímbia. “In natura” ela surge no formato de pequenos obeliscos de cristal e no passado eram confundidas com a água-marinha. Seu descobridor em 1883, o russo Pavel Jeremejev, deu o nome à pedra. O joalheiro Jehan Fernando detém um exemplar com quase 60 quilates, lapidada em formato oval (foto). 

BERILO VERMELHO



Muito próxima da esmeralda e da água marinha, mas muitíssimo mais rara surge o BERILO VERMELHO descoberto pelo mineralogista Maynard Bixby, em 1904. O BERILO VERMELHO é formado por berilo, alumínio, silicone e oxigênio, e suas diversas colorações, como a maior parte das pedras preciosa, derivam-se da predominância de um ou outro metal. Como as esmeraldas, os berilos vermelhos lapidados, também apresentam veios que tornam cada pedra, única. As minas do berilo vermelho são poucas e pequenas, encontrando-se no estado de Utah (EUA). De difícil extração, o suprimento dessa bonitas pedras é muito restrito e elas não são exploradas comercialmente. Para se ter uma idéia da sua raridade e valor, de acordo com algumas publicações especializadas estimam que o rubi tenham oito mil vezes mais locais de extração. Mesmo avaliada entre dois mil e dez mil dólares por quilate, muitos experts consideram que o preço do berilo vermelho é subestimado. Vale muito mais. 


TAAFFEITE e MUSGRAVITE


De coloração malva à púrpura ou vermelha, a TAAFFEITE foi descoberta pelo gemologista irlandês-alemão Richard Taaffe, daí o seu nome, no Sri Lanka em 1945 dentro de uma caixa de espinelas. Chamou a atenção de Taaffe pois a pedra apresentava dupla refração o que não é uma característica do espinel. As taaffeitas atualmente existentes no mundo, encheriam apenas meia xícara de chá. As de cor vermelha não chegam a dez unidades. A maior taaffeita conhecida pesa 9,31 quilates. Literalmente um milhão de vezes mais raras do que diamantes, os preços das de coloração incolor a malva situa-se entre US$ 500,00 a 4.000,00 o quilate. O que as torna acessíveis, apesar de sua raridade e beleza. Existe uma outra espécie quimicamente e óticamente similar à Taaffeita: MUSGRAVITE, que vem a ser ainda mais rara. As musgravitas adequadas à lapidação foram registradas em 1993 e até 2005 só existiam oito exemplares no mundo, todos identificados por Murray Burford. Sua descoberta aconteceu em 1967 em Musgrave Range, na Austrália. Desde então exemplares foram encontrados na Groênladia, Madagascar e até na Antárdica. Não raros pedras tidas como Taaffeitas por seus donos são, na verdade, musgravitas. Somente o espectroscópio Micro-Raman, que utiliza um laser verde pode com facilidade distinguir as duas. 


BENITOITE


A BENITOITE é encontrada apenas no condado de San Benito, na Califórnia. De um azul profundo, essa pedra tem uma difusão de luz semelhante a do diamante e sob a luz Ultra-Violeta torna=se fosforescente emitindo uma tonalidade mais clara de azul. A maior benitoita lapidada que se tem notícia pesa 15.42 quilates, mas essas pedras acima de um quilate são raras. 

Em 1974 uma benitoita perfeita, lapidade em forma de pera e pesando 6.52 quilates foi furtada no aeroporto de Zurich e jamais achada. Em 1985 a BENITOITE foi declarada a pedra preciosa oficial do Estado da Califórnia. 


A ETERNIDADE DOS DIAMANTES 
Vamos sonhar um pouco e imaginar que você tenha sido o primeiro ser humano a testemunhar a erupção de uma mina de kimberlite. Além do barulho ensurdecedor você veria um disparo de géiser no céu e uma chuva de areia e pedras sobre a área. Entre as pedras, fragmentos lembrando vidro ou sejam: diamantes. Embora um evento desses tenha acontecido há pelo menos 10 milhões de anos, DIAMANTES, em geral, não são assim tão raros. A produção anual de diamantes de boa qualidade atinge atualmente 60 milhões de quilates, equivalente a doze toneladas métricas. 

Mas os diamantes coloridos, chamados de “fancies” (fantasias) são genuinamente escassos. Apenas um quilate entre dez mil é de um diamante colorido. E as tonalidades incluem amarelo, verde, azul, laranja, amarronzado (champanhe), púrpura, cinza e negro (originários de meteoritos), leitoso, rosa e vermelho. Os vermelhos são, disparados os mais raros. Só existem 35 diamantes reconhecidos como vermelhos e a maioria pesando menos de meio quilate. O maior deles é o Vermelho Mussaieff, com 5.11 quilates, lapidado de uma pedra bruta encontrada por um fazendeiro brasileiro e desde 2003 exibido no Smithsonian Museum. 

O preço por quilate de um diamante vermelho varia de US$ 800 mil a quase dois milhões de dólares o que o torna a menor formato concentrado de riqueza do mundo. Na maioria das vezes, o diamante vermelho é inacessível para venda por mais alta que seja a oferta. Há notícias de que em 2002 foi descoberta uma mina na região de Lepesk, na Rússia... Vamos aguardar e quem sabe, adquirir essa beleza rara? 


VOCÊ SABIA? 


Foi a jovem Maria, duquesa de Borgonha, (também conhecida como Maria, a Rica), a primeira mulher a ganhar um anel de diamante como presente de noivado do galante arquiduque austríaco Maximiliano? Estamos falando do ano de 1577...